quarta-feira, 19 de junho de 2024

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Psicopatia: cenário social dos nossos tempos… “O psicopata desconhece regras sociais”

Psicopatia: cenário social dos nossos tempos…

Na fala de tantos, ‘iguais’ como nós, escrevemos: À morte do “menino Henry” (respeito primaz a dor de seus familiares).

Por trás do mesmo existe, um país de meninos e meninas que sofreram e, sofrem a mesma situação. Mas ele… Ele me faz retomar um tema abordado faz tempo. A psicopatia.

A psicopatia, ou melhor, o psicopata, desconhece as regras sociais e, é desprovido de sentimento de culpa ou, remorso. É um mentiroso contumaz, conquista facilmente às pessoas e, só é capaz de estabelecer relações superficiais que, terminam assim que ele atingir aos seus objetivos.

O psicopata, não tem alucinações e, é plenamente consciente dos seus atos. E, são possessivos, jamais se reconhecem nos próprios erros. Adoram ser o centro das atenções e, com frequência, causam danos em amigos e familiares. Mas há gradações, dos tipos ‘leve’, ‘médio’ e ‘severo’. Estes últimos, seriam propensos a matar e, em praticar atos de crueldade extrema. Alguma dúvida sobre onde se encaixa o responsável pela morte do menino?

Estima-se que 3% da população brasileira seja composta de psicopatas

Estima-se que 3% da população brasileira seja composta de psicopatas e que, entre presidiários (respeito a todos os seres humanos que lá quitam suas penas jurídicas), este percentual esbarra-se nos 40%. Estima-se também que, nos últimos 50 anos, o número de portadores deste mal, tenha crescido, vertiginosamente; já que, o cenário social dos nossos tempos, favorece o estilo de vida do psicopata. – Ele se infiltra nos âmbitos do ‘tecido social’, na medicina, no direito, na educação, nas tecnologias de informação e, notadamente na vida política (escondido num ‘seio familiar’).

Em seu texto, na Revista Época, o crítico musical, Jerônimo Teixeira, afirma que o preconceito contra o artista, “que ganha dinheiro com seu trabalho”, já era sentido no Renascimento: vender as obras era algo malvisto. Acredito, sim, que “o barquinho vai… a tardinha cai (João Gilberto)”, não corresponde à realidade do ‘povão’.

O Brasil virou uma sociedade de massa, com profundas desigualdades sociais, sabidamente exploradas pela indústria fonográfica e, a mídia. Há uma simbiose entre elas. E, gosto popular que se reforça… Se para o funkeiro (peculiaridades à parte), a diversão é ‘rebolar’, se é pelo prazer da conquista entre duas pessoas, se o sexo não é um tabu e, é visto como algo natural e prazeroso… Qual o problema? E, a resposta? A Anitta nos dá: “nenhum!”. Pergunto: quem vai cuidar dos ‘filhos dessa farra’?

Falta-nos ‘olhos sensíveis’ para perceber e, “acuidade de sentidos (Friedrich Wilhelm Nietzsche)” para criticizar. Por exemplo: a pobreza no Brasil ‘tornou-se hereditária’ entre famílias chefiadas por mulheres com renda inferior a um salário mínimo. Estas, correspondem cerca de 50% das famílias, nesta faixa de renda, ultrapassando os das regiões metropolitanas do Rio de Janeiro e Salvador. Outro exemplo: Um médico que, cuidava de 250 pacientes com COVID-19, num hospital de São Paulo, acionou a Polícia Militar para interromper um “pancadão de funk” que, o impedia em escutar aos enfermos. A Polícia alegou não poder interromper o evento, o qual concentrava mais de duas mil pessoas. Não mencionou o fato, de que sua ação, costuma ser impedida, em áreas controladas pelo crime organizado. “E daí?”

ALEXANDRE DA FONSECA
Neuropedagogo, graduado em Filosofia e Pedagogia